Coisas Mal Resolvidas Sempre Voltam, Amor: Quando uma Conexão Nunca Deixa de Existir
Coisas mal resolvidas sempre voltam, amor. Às vezes, elas retornam em forma de lembrança, de saudade inesperada, de uma música que toca no momento errado ou daquele silêncio que imediatamente nos faz pensar em alguém. Existem histórias que terminam por fora, mas continuam acontecendo por dentro.
O tempo passa, a vida muda, novas pessoas chegam, mas determinadas conexões permanecem guardadas em um lugar onde ninguém consegue entrar.
Principalmente quando tu és o confidente de todas as minhas emoções. Quando foi contigo que dividi aquilo que dificilmente conseguiria contar para outra pessoa.
Você conheceu meus silêncios, minhas inseguranças, minhas esperanças e até aqueles sonhos que eu tinha medo de dizer em voz alta. Talvez seja justamente por isso que algumas pessoas sejam tão difíceis de esquecer: elas não conheceram somente uma versão nossa, conheceram partes que escondemos do restante do mundo.
Você se tornou uma promessa de amor que talvez nunca tenha sido completamente cumprida. A poesia acústica de tudo aquilo que ainda não vivi. Uma espécie de canção inacabada que continua tocando baixinho dentro do coração. E quanto mais tento compreender o significado dessa história, mais percebo que nem todo amor precisa ter encontrado seu final para ter sido verdadeiro.
Existem sentimentos que sobrevivem justamente porque ficaram incompletos.
És a minha ânsia de sentir
És a minha ânsia de sentir. Uma afirmação silenciosa daquilo que chamo de paixão. O eclipse que surgiu inesperadamente em um lindo céu e, por alguns instantes, fez todo o restante desaparecer.
Talvez você nunca tenha percebido a dimensão do espaço que ocupou dentro de mim. Talvez nem eu tenha percebido enquanto estávamos próximos. Algumas ausências só revelam a importância de alguém depois que a distância chega.
É quando procuramos aquela pessoa nos lugares conhecidos e descobrimos que existe uma diferença enorme entre continuar vivendo e deixar de sentir.
A vida continua. Os compromissos continuam. Os dias amanhecem e terminam normalmente. Conversamos, trabalhamos, conhecemos pessoas e criamos novas lembranças. Porém, em determinados momentos, alguma coisa acontece e somos transportados imediatamente para aquela história.
Um perfume.
Uma fotografia.
Uma frase.
Uma música antiga.
Uma noite silenciosa.
De repente, aquilo que parecia adormecido desperta novamente.
É por isso que coisas mal resolvidas sempre voltam, amor. Não necessariamente porque precisamos reconstruir o passado, mas porque aquilo que não compreendemos continua procurando significado dentro de nós.
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Quando resta apenas o fantasma de alguém
Se eu não posso estar com você, talvez tenha de me contentar com o seu fantasma. Não um fantasma assustador, mas aquele feito de memórias: seu sorriso aparecendo inesperadamente na minha cabeça, nossas conversas retornando em pensamentos e pequenos detalhes que o tempo, inexplicavelmente, decidiu preservar.
Mesmo longe de você, nossas memórias ainda provocam uma intensidade difícil de explicar.
Talvez a parte mais complicada da saudade seja exatamente essa: sentir a presença de alguém que não está presente.
Você não está aqui, mas alguma coisa sua ficou.
Ficou nos lugares.
Ficou nas músicas.
Ficou nas palavras.
Ficou principalmente em mim.
E não importa quantas vezes eu tente organizar tudo isso racionalmente. O coração possui uma maneira própria de guardar aquilo que considera importante.
Amar também é conhecer as versões quebradas de alguém
Existe uma frase atribuída a Fernando Machado que expressa uma ideia profundamente romântica: querer conhecer os pedaços em que alguém foi partido antes de encontrá-lo, para compreender quantas versões dessa pessoa será necessário amar.
Talvez amar verdadeiramente seja exatamente isso.
Não amar somente a versão bonita, sorridente e segura de alguém. Amar também aquilo que essa pessoa tenta esconder. Suas cicatrizes, seus medos, suas lembranças difíceis e até suas contradições.
Porque ninguém chega completamente intacto a uma relação.
Todos carregamos histórias.
Carregamos despedidas que não entendemos, palavras que gostaríamos de não ter ouvido, expectativas frustradas e experiências que modificaram nossa maneira de confiar.
Quando encontramos alguém especial, não encontramos somente aquela pessoa naquele momento. Encontramos também todas as versões que ela precisou ser para conseguir chegar até ali.
Talvez seja por isso que algumas conexões sejam tão intensas. Duas pessoas não compartilham apenas o presente. Elas acabam tocando, mesmo sem perceber, partes profundas do passado uma da outra.
Existem conexões que nunca se desfazem completamente
Existem conexões que parecem nunca se desfazer das nossas vidas.
Algumas pessoas vão embora, mas a conexão fica.
O relacionamento pode mudar. A rotina desaparece. As mensagens diminuem. A distância cresce. Cada pessoa segue um caminho diferente. Mesmo assim, alguma coisa permanece intacta.
Não significa necessariamente que duas pessoas precisem voltar a ficar juntas. Às vezes, permanecer conectado emocionalmente a alguém significa apenas reconhecer que aquela pessoa marcou profundamente uma fase da nossa existência.
Existem pessoas que passam.
Existem pessoas que ficam.
E existem aquelas que vão embora, mas continuam ficando.
Essas são as mais difíceis de explicar.
Elas aparecem nos pensamentos sem convite. Surgem quando escutamos determinada música ou visitamos algum lugar. Às vezes, basta alguém pronunciar uma palavra parecida para despertar uma sequência inteira de lembranças.
Você tenta seguir normalmente, mas percebe que determinadas pessoas não são apagadas. Elas apenas mudam de lugar dentro de nós.
Todo mundo parece ter alguém assim
Eu não sei exatamente por que isso acontece, mas acredito que muita gente guarda alguém assim.
Uma pessoa cujo nome ainda provoca alguma coisa.
Pode ser saudade.
Pode ser carinho.
Pode ser curiosidade.
Pode ser aquela eterna pergunta: “E se?”
E se tivéssemos tentado mais?
E se tivéssemos conversado naquela noite?
E se o orgulho tivesse sido menor?
E se tivéssemos nos encontrado em outra fase da vida?
Essas perguntas são perigosas porque não possuem respostas definitivas. Podemos imaginar centenas de possibilidades, mas nunca saberemos exatamente como outra escolha teria transformado nossa história.
Talvez seja exatamente nesse espaço entre aquilo que aconteceu e aquilo que poderia ter acontecido que vivem as coisas mal resolvidas.
E eu tenho você
Todo mundo pode ter alguém assim.
E eu tenho você.
Você, o dono dos meus devaneios mais amados. A pessoa que aparece nos pensamentos quando o mundo fica silencioso demais. A lembrança que atravessa minhas defesas e encontra facilmente aquele lugar onde ainda guardo tudo aquilo que não consegui dizer.
Talvez você nunca saiba quantas conversas tive contigo dentro da minha própria cabeça.
Quantas vezes imaginei encontros que nunca aconteceram.
Quantas palavras escrevi mentalmente.
Quantas despedidas ensaiei.
Quantas vezes pensei em esquecer e terminei lembrando ainda mais.
Há pessoas que conhecemos uma vez e esquecemos rapidamente. Outras entram silenciosamente e reorganizam alguma coisa dentro de nós.
Depois delas, continuamos sendo nós mesmos, mas nunca exatamente da mesma maneira.
Nem toda saudade significa que precisamos voltar
Existe algo importante que o coração demora para aprender: sentir saudade não significa necessariamente que devemos retornar.
Podemos sentir falta de uma pessoa e ainda reconhecer que os caminhos seguiram direções diferentes. Podemos guardar amor e, ao mesmo tempo, compreender que determinados capítulos precisam permanecer encerrados.
Porque resolver uma história não significa obrigatoriamente recomeçá-la.
Às vezes, resolver significa compreender.
Perdoar.
Aceitar.
Agradecer.
E finalmente deixar de lutar contra aquilo que aconteceu.
O problema começa quando tentamos fingir que nada sentimos. Aquilo que reprimimos encontra maneiras inesperadas de retornar. Por isso, coisas mal resolvidas sempre voltam, amor.
Elas pedem uma resposta, mesmo que essa resposta seja simplesmente aceitar que algumas histórias não tiveram o final que desejávamos.
Algumas pessoas se tornam parte da nossa história
Talvez nunca possamos apagar completamente alguém que participou de momentos importantes da nossa vida.
E talvez nem seja necessário.
Não precisamos transformar todas as lembranças em esquecimento para conseguir seguir em frente. Podemos carregar determinadas pessoas conosco sem permitir que o passado controle nosso presente.
Você pode continuar sendo uma lembrança bonita.
Uma saudade ocasional.
Uma história que me ensinou alguma coisa sobre amor.
Pode continuar existindo naquele espaço delicado entre aquilo que tivemos e aquilo que nunca conseguimos viver.
Porque algumas histórias não terminam com uma despedida. Elas simplesmente deixam de acontecer no mundo real e continuam existindo dentro da memória.
Coisas mal resolvidas sempre voltam, amor
No fim, talvez essa seja uma das maiores verdades sobre os sentimentos: aquilo que realmente nos tocou dificilmente desaparece sem deixar marcas.
Coisas mal resolvidas sempre voltam, amor.
Voltam quando encontramos uma fotografia esquecida.
Voltam naquela música.
Voltam quando alguém pergunta sobre nosso passado.
Voltam principalmente quando estamos sozinhos e já não existe barulho suficiente para esconder aquilo que sentimos.
Mas talvez elas não voltem para nos atormentar.
Talvez voltem porque existe alguma coisa que ainda precisamos compreender.
Alguns amores retornam para serem vividos novamente. Outros retornam somente como lembrança, para mostrar quanto mudamos desde aquela época. E existem aqueles que permanecem como uma pequena chama distante: não queimam como antes, mas nunca se apagam completamente.
Não sei qual dessas histórias será a nossa.
Só sei que, entre tantas pessoas que passaram pela minha vida, você conseguiu permanecer de uma maneira diferente.
Mesmo distante.
Mesmo em silêncio.
Mesmo quando tento convencer meu coração de que determinadas histórias precisam terminar.
Porque você ainda aparece nos meus pensamentos como aquela poesia que nunca consegui terminar.
És a minha ânsia de sentir.
A lembrança daquilo que um dia chamei de paixão.
O eclipse que atravessou meu céu e mudou por alguns instantes a maneira como eu enxergava tudo.
E talvez seja justamente esse o destino de determinadas conexões: não permanecerem necessariamente entre duas pessoas, mas permanecerem eternamente dentro delas.
Por isso, quando alguém me perguntar se acredito que certas pessoas nunca deixam completamente nossas vidas, provavelmente pensarei em você.
Porque algumas pessoas vão embora.
Algumas histórias acabam.
Algumas promessas não se realizam.
Mas aquilo que foi sentido profundamente deixa vestígios.
E quando existe amor, saudade, silêncio e palavras que nunca foram pronunciadas, o coração sempre encontra algum caminho de volta.
Afinal, coisas mal resolvidas sempre voltam, amor.
E, entre todos os meus devaneios mais amados, ainda existe um lugar onde você permanece.
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